As últimas estatísticas da dengue divulgadas nesta sexta-feira (2/5) ajudam a mostrar o tamanho da epidemia que era negada.
No estado : 121.586 casos,103 óbitos
Na capital : 68.515 casos, 62 óbitos.
São agora 1169 casos para cada 100.000 habitantes. Dos 155 bairros da cidade, 147 (95 %) apresentam taxas epidêmicas, somente 8 deles ainda não atingiram esta taxa, a saber: Flamengo, Ipanema, Leblon, Lagoa, Penha Circular, Todos os Santos, Vila Cosmos, Parque Anchieta e Vila Militar.
42 % dos casos notificados acometeram crianças.
4 de mai. de 2008
Números da Dengue
2 de mai. de 2008
Nova Enquete
Começa hoje a nossa nova enquete, sobre o caso das dez mil mulheres que realizaram aborto em uma clínica no Mato Grosso. A clínica foi descoberta e fechada pela polícia, e os prontuários das pacientes foram disponibilizados e divulgados a pedido do Juiz que cuida do caso. Agora, as 10 mil mulheres estão sendo interrogadas, para em seguida serem indiciadas pelo crime de aborto.
A pergunta que fica em nosso pensamento: Estas mulheres devem ser interrogadas, julgadas e presas por terem cometido aborto? Para ilustrar, segue um vídeo muito interessante do Ipas, organização pela saúde de mulheres: "Vai pensando aí".
TRE/RJ VAI FLEXIBILIZAR A INTERNET PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2008
O Tribunal Regional Eleitoral do RJ vai baixar uma portaria flexibilizando o uso da internet nas eleições municipais de 2008. Com as alterações previstas, os candidatos deverão ter oportunidade de manter comunidades em sites de relacionamnetos e blogs. Esta liberação era solicitada a algum tempo por diversos partidos e por muito candidatos a cargos eletivos.
Por outro lado, o TRE deverá aumentar a fiscalização sobre os torpedos enviados por celulares que na eleição passada criaram diversos problemas.Também a partir da próxima semana serão intensificadas as fiscalizações sobre os carros que circulam com adesivos de pré-candidatos. Todos os partidos políticos foram alertados.
Por outro lado, o TRE deverá aumentar a fiscalização sobre os torpedos enviados por celulares que na eleição passada criaram diversos problemas.Também a partir da próxima semana serão intensificadas as fiscalizações sobre os carros que circulam com adesivos de pré-candidatos. Todos os partidos políticos foram alertados.
Os Planos de Saúde vão subir!
A Agência Nacional de Saúde (ANS) autorizou o reajuste para todos os planos de saúde que foram vendidos a partir de 1/1/99. O valor autorizado será de 5,4% com vigência no mês de aniversário do consumidor. São 6.2 milhões beneficiários em todo o país, sendo 788 mil apenas no RJ.
Segundo informou a ANS, os reajustes vêm declinando nos últimos ano: em 2005 foi de 11,6%, 8,8% em 2006 e 5,7% em 2007. Já os representantes da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (ABRAMGE) não estão satisfeitos com os valores do reajuste, pois queriam que chegassem a 7 ou 8%. Agora ameaçam retaliar médicos e outros prestadores através de maiores restrições a exames e outros procedimentos.
Infelizmente, os usuários do sistema de saúde suplementar pagarão essa conta, sofrendo a perda da qualidade dos serviços.
Pra finalizar, gostaria de lembrar um trecho da nossa constituição : SAÚDE, UM DIREITO DE TODOS E UM DEVER DO ESTADO!
Segundo informou a ANS, os reajustes vêm declinando nos últimos ano: em 2005 foi de 11,6%, 8,8% em 2006 e 5,7% em 2007. Já os representantes da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (ABRAMGE) não estão satisfeitos com os valores do reajuste, pois queriam que chegassem a 7 ou 8%. Agora ameaçam retaliar médicos e outros prestadores através de maiores restrições a exames e outros procedimentos.
Infelizmente, os usuários do sistema de saúde suplementar pagarão essa conta, sofrendo a perda da qualidade dos serviços.
Pra finalizar, gostaria de lembrar um trecho da nossa constituição : SAÚDE, UM DIREITO DE TODOS E UM DEVER DO ESTADO!
Caos na educação: ontem foi o ensino superior e médio, hoje é o fundamental
Segundo relatório divulgado pela UNESCO, somente 53,8 % das crianças brasileiras matriculadas na escola conseguem terminar a oitava série do ensino fundamental. O problema é provocado pelos altos índices de repetência e evasão. Esta alta taxa só se repete em paises africanos.
Este relatório de monitoramento da educação acompanha as medidas tomadas por 129 países para atingir a chamada "Educação para todos" em 2015. Nesta relação, o Brasil aparece na posição 76, atrás de Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela, Perú, Equador, Bolívia e Paraguai.
Na avaliação de técnicos do setor, o Brasil comete dois equívocos simultaneamente: criou uma industria da repetência e outra da aprovação automática. Assim, a educação pública brasileira expulsa parte dos alunos ao longo dos anos, seja por meio da repetência ou da evasão.
Alguns dos problemas que o nosso país terá de resolver: evitar o abandono da escola e reduzir o analfabetismo da população de 15 anos ou mais que hoje ultrapassa os 10 %.
Para que tudo isto aconteça é preciso melhorar o investimento na formação dos professores e aumentar a qualidade do ensino fundamental. Mas para isso precisaríamos aumentar o investimento na educação, saltar do que investimos hoje - 3,9% do PIB - para no mínimo 6%.
Temos que convencer as nossas autoridades que SAÚDE e EDUCAÇÃO não devem ser apenas bandeiras eleitorais, mas compomissos durante todo o governo.
Este relatório de monitoramento da educação acompanha as medidas tomadas por 129 países para atingir a chamada "Educação para todos" em 2015. Nesta relação, o Brasil aparece na posição 76, atrás de Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela, Perú, Equador, Bolívia e Paraguai.
Na avaliação de técnicos do setor, o Brasil comete dois equívocos simultaneamente: criou uma industria da repetência e outra da aprovação automática. Assim, a educação pública brasileira expulsa parte dos alunos ao longo dos anos, seja por meio da repetência ou da evasão.
Alguns dos problemas que o nosso país terá de resolver: evitar o abandono da escola e reduzir o analfabetismo da população de 15 anos ou mais que hoje ultrapassa os 10 %.
Para que tudo isto aconteça é preciso melhorar o investimento na formação dos professores e aumentar a qualidade do ensino fundamental. Mas para isso precisaríamos aumentar o investimento na educação, saltar do que investimos hoje - 3,9% do PIB - para no mínimo 6%.
Temos que convencer as nossas autoridades que SAÚDE e EDUCAÇÃO não devem ser apenas bandeiras eleitorais, mas compomissos durante todo o governo.
UERJ: a melhor no ensino e a pior nos salários
Apesar de ter entre as suas instituições a melhor faculdade de medicina do RJ (segundo o ENADE) e um dos melhores e mais bem avaliados colégios da cidade, o Colégio de Apllicação da UERJ, sem falar no seu curso de direito, considerado um dos melhores do estado, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro esqueceu de cumprir seus compromissos com aqueles que à elevaram a este padrão de qualidade, ou seja: seus docentes e seus funcionários administrativos.
Além das péssimas condições prediais do seu campus e das precárias instalações do seu hospital universitário, o Pedro Ernesto, o governo estadual mantém os salários dos funcionários, docentes e administrativos, sem reajustes há sete anos. Para completar, não vem cumprindo a norma constitucional que determina o repasse de 6 % da receita tributária líquida para a universidade.
Apesar de tudo isto ter sido prometido durante a campanha eleitoral do atual governador do estado, nada foi cumprido até o momento. Para tentar agilizar o cumprimento destas importantes melhorias para a Universidade, a Comissão de Educação da ALERJ realizou nesta quarta-feira, dia 30/4, uma audiência pública na capela do Campus Universitário.
Por convite do presidente da Comissão de Educação, deputado Comte Bittencourt, participamos da audiência e colocamos a importância de mostrar ao governo que a qualidade do trabalho da Universidade está publicamente demonstrada pelos resultados divulgados pela imprensa nos últimos dias. Agora é preciso que o poder executivo faça sua parte, repassando os recursos que a institução tem direito para executar as obras necessárias e que o governador cumpra as promessas da campanha, pagando o reajuste devido aos profissionais, que mesmo mal tratados - e algumas vezes até agredidos na porta do Palácio Guanabara - mantiveram por todos estes anos a qualidade do ensino no nosso Estado.
Reajuste já!
Além das péssimas condições prediais do seu campus e das precárias instalações do seu hospital universitário, o Pedro Ernesto, o governo estadual mantém os salários dos funcionários, docentes e administrativos, sem reajustes há sete anos. Para completar, não vem cumprindo a norma constitucional que determina o repasse de 6 % da receita tributária líquida para a universidade.
Apesar de tudo isto ter sido prometido durante a campanha eleitoral do atual governador do estado, nada foi cumprido até o momento. Para tentar agilizar o cumprimento destas importantes melhorias para a Universidade, a Comissão de Educação da ALERJ realizou nesta quarta-feira, dia 30/4, uma audiência pública na capela do Campus Universitário.
Por convite do presidente da Comissão de Educação, deputado Comte Bittencourt, participamos da audiência e colocamos a importância de mostrar ao governo que a qualidade do trabalho da Universidade está publicamente demonstrada pelos resultados divulgados pela imprensa nos últimos dias. Agora é preciso que o poder executivo faça sua parte, repassando os recursos que a institução tem direito para executar as obras necessárias e que o governador cumpra as promessas da campanha, pagando o reajuste devido aos profissionais, que mesmo mal tratados - e algumas vezes até agredidos na porta do Palácio Guanabara - mantiveram por todos estes anos a qualidade do ensino no nosso Estado.
Reajuste já!
1 de mai. de 2008
Faculdade de Ciências Médicas da UERJ obteve o melhor desempenho
O Ministério da Educação acabou de divulgar os resultados finais do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), teste que substitui o provão. O ENADE/2007 avaliou 103 escolas de medicina no país, sendo que as 6 melhores são públicas, federais e nenhuma se localiza na região sudeste. delas: UFRGS/Porto Alegre, UFG/Goiânia, Ciências Médicas de Porto Alegre/RS, Federal de Santa Maria/RS, Federal do Piauí/Terezina e Federal de Mato Grosso/Cuiabá.
No Rio de Janeiro, a Faculdade de Ciências Médicas da UERJ foi a melhor colocada, com 5, o conceito máximo no ENADE. Entretanto, das 15 faculdades avaliadas no Rio de Janeiro, seis foram reprovadas: C.U. Serra dos Órgãos, em Teresópolis, U. Severino Sombra de Vassouras, C.E. Superior de Valença, C.U de Volta Redonda, U.Iguaçú/Itaperuna,U.Iguaçú/Nova Iguaçú.
A partir de Maio, as unidades reprovadas serão inspecionadas pelo MEC e poderão ser obrigadas a mudar currículos e reduzir o número de vagas no vestibular. Comentando os resultados do ENADE, o ex-ministro da Saúde Prof. Adib Jatene reforçou a necessidade do endurecimento do MEC em relação à qualidade do ensino médico no Brasil. Não podemos entender como o número de autorizações para a abertura de faculdaes de medicina no Brasil aumentou tanto: em 1994 tínhamos 80 escolas médicas, hoje são 175. Algo está errado.
Parabéns a Faculdade de Medicina da UERJ, a minha faculdade.
No Rio de Janeiro, a Faculdade de Ciências Médicas da UERJ foi a melhor colocada, com 5, o conceito máximo no ENADE. Entretanto, das 15 faculdades avaliadas no Rio de Janeiro, seis foram reprovadas: C.U. Serra dos Órgãos, em Teresópolis, U. Severino Sombra de Vassouras, C.E. Superior de Valença, C.U de Volta Redonda, U.Iguaçú/Itaperuna,U.Iguaçú/Nova Iguaçú.
A partir de Maio, as unidades reprovadas serão inspecionadas pelo MEC e poderão ser obrigadas a mudar currículos e reduzir o número de vagas no vestibular. Comentando os resultados do ENADE, o ex-ministro da Saúde Prof. Adib Jatene reforçou a necessidade do endurecimento do MEC em relação à qualidade do ensino médico no Brasil. Não podemos entender como o número de autorizações para a abertura de faculdaes de medicina no Brasil aumentou tanto: em 1994 tínhamos 80 escolas médicas, hoje são 175. Algo está errado.
Parabéns a Faculdade de Medicina da UERJ, a minha faculdade.
BARRALERTA ouve técnicos para elaborar propostas para os prefeitáveis
Nesta terça-feira (29/04) , a Associação Civil Comunitária BARRALERTA organizou uma reunião para ouvir técnicos da área da saúde com o intutito de elaborar propostas a serem entregues aos candidatos a prefeito do RJ.
Convidado pela sociedade organizada da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá, apresentei uma análise da atual situação da saúde do RJ e várias propostas para a implementação de uma nova política pública de saúde para o nosso munícipio, proposta esta já entregue ao Deputado Federal Fernando Gabeira.
É muito gratificante notar o interesse de alguns setores da sociedade civil organizada em discutir e propor soluções para os problemas cotidianos da cidade. Entre os fatos mais discutidos estavam a atual epidemia de dengue e as precárias condições de atendimento primário naquela área. Na Barra não há nenhum posto de saúde e o programa de saúde da família na região, já com diversas comunidades carentes (principalmente em Jacarepaguá e no Recreio), é insuficiente.
A situação do Hospital Municipal Lourenço Jorge também foi abordada. O hospital, referêrencia para os acidentados de trânsito na área, não possui serviço de neurocirurgia. Assim, quando um acidentado precisa de atendimento, precisa ser removido para o Hospital Miguel Couto no Leblon.
Convidado pela sociedade organizada da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá, apresentei uma análise da atual situação da saúde do RJ e várias propostas para a implementação de uma nova política pública de saúde para o nosso munícipio, proposta esta já entregue ao Deputado Federal Fernando Gabeira.
É muito gratificante notar o interesse de alguns setores da sociedade civil organizada em discutir e propor soluções para os problemas cotidianos da cidade. Entre os fatos mais discutidos estavam a atual epidemia de dengue e as precárias condições de atendimento primário naquela área. Na Barra não há nenhum posto de saúde e o programa de saúde da família na região, já com diversas comunidades carentes (principalmente em Jacarepaguá e no Recreio), é insuficiente.
A situação do Hospital Municipal Lourenço Jorge também foi abordada. O hospital, referêrencia para os acidentados de trânsito na área, não possui serviço de neurocirurgia. Assim, quando um acidentado precisa de atendimento, precisa ser removido para o Hospital Miguel Couto no Leblon.

após a palestra, com os diretores do BARRALERTA
Sociedade Organizada do Grajaú, Tijuca e adjacências ouve análise da saúde do Rio de Janeiro
O Instituto Cultural Ágora que realiza cursos de extensão cultural para mulheres, realizou nesta terça-feira (29/04), uma reunião para discutir a situação do sistema de saúde do RJ.
Convidado para discutir o assunto, apresentei uma análise das políticas públicas incrementadas na cidade. Foi dada ênfase ao tratatamento preventivo, realçando a importância do controle da hipertensão arterial e do diabetes. As condutas preventivas para a dengue também foram comentadas.
Em seguida, as senhoras presentes discutiram conosco as medidas que deveriam ser tomadas para melhorar o atendimento de saúde aos cariocas.
Na próxima semana discutiremos com a comunidade da Barra da Tijuca.
Convidado para discutir o assunto, apresentei uma análise das políticas públicas incrementadas na cidade. Foi dada ênfase ao tratatamento preventivo, realçando a importância do controle da hipertensão arterial e do diabetes. As condutas preventivas para a dengue também foram comentadas.
Em seguida, as senhoras presentes discutiram conosco as medidas que deveriam ser tomadas para melhorar o atendimento de saúde aos cariocas.
Na próxima semana discutiremos com a comunidade da Barra da Tijuca.
entre as alunas do Instituto Ágora
29 de abr. de 2008
PORTUGUESES E LUSO-DESCENDENTES VOTAM NO CONSULADO
Neste domingo (27/07), as instalações do Consulado de Portugal no RJ foram tomadas por centenas de portugueses e luso-descendentes que foram exercer o direito cívico do voto. A eleição visava escolher os representantes para o Conselho das Comunidades Portuguesas, que têm como função levar ao governo português as necessidades das comunidades que se encontram fora do país. O conselho foi criado pelo governo português para representar os interesses de todos os emigrantes.
Três chapas participaram da acirrada eleição: "A", "E" e "G", que apresentaram várias plataformas eleitorais.
Eu e o meu pai, Sr. Diamantino, de 84 anos, estivemos presentes e exercemos nosso direito constitucional. Até enfrentamos uma longa fila para votar.
A chapa "E" foi a vencedora do pleito. Parabéns ao Angelo Horto e seus companheiros de chapa.
Três chapas participaram da acirrada eleição: "A", "E" e "G", que apresentaram várias plataformas eleitorais.
Eu e o meu pai, Sr. Diamantino, de 84 anos, estivemos presentes e exercemos nosso direito constitucional. Até enfrentamos uma longa fila para votar.
A chapa "E" foi a vencedora do pleito. Parabéns ao Angelo Horto e seus companheiros de chapa.
Sr. Diamantino e eu na votação
QUAL É O QUADRO DA DENGUE HOJE?
Analisando os dados divulgados nesta segunda-feira (28/04) pelas autoridades de saúde, podemos notar que o número de casos notificados subiu para 64.651. Dos 155 bairros que constituem a cidade, 145 (94%) já apresentam taxa epidêmica. O número de mortos chegou a 58. No estado já são mais de 110.000 casos com 95 óbitos. O número de internações está caindo, mas as estatísticas estão muito atrasadas.
O especialista cubano que está no Brasil disse que é preciso educar a população na escola, melhorar o saneamento e o abastecimento de água. Eric Martins vai visitar os hospitais municipais. Gostaria que ele visitasse os postos de saúde!
*tirinha publicada no jornal A Tribuna (Vitória, ES)
28 de abr. de 2008
Aproveito para publicar aqui no blog um artigo que escrevi para o jornal "Portugal em Foco", que será publicado na próxima quinta feira, dia 01/05.
UM RIO SEM SAÚDE: ATÉ QUANDO?
E no Rio de Janeiro...
Hospitais têm recorde de jovens baleados.
Em 2008 vivemos a maior epidemia de dengue da nossa história.
Campeão brasileiro de tuberculose.
Líder nacional de mortalidade materna.
Altas taxas de hanseníase.
Elevadíssima incidência de gravidez na adolescência.
A capital com a menor cobertura do programa de saúde da família.
Estas são algumas das manchetes que freqüentam os noticiários dos jornais, rádios e televisões da cidade, em pleno século XXI. Entretanto, somos surpreendidos com um outro conjunto de informações oficiais: ao mesmo tempo encontramos aqui o maior número de hospitais públicos do Brasil, bem como o maior número de instituições públicas de ensino e pesquisa em saúde. No Rio de Janeiro trabalham hoje mais de 70.000 médicos. No Rio de Janeiro, 49 % dos seis milhões de habitantes são usuários de planos ou seguros de saúde suplementar.
Quais as explicações para discrepâncias tão grandes em relação à saúde na capital cultural do Brasil? Como mudar este quadro?
O que enfrentamos hoje no RJ é um gravíssimo problema de gestão na área de saúde. As três esferas de governo não se entendem, insistem em infrutíferas retaliações e cada uma delas acaba por não cumprir o seu papel. O resultado é este que estamos assistindo na atual epidemia de dengue: uma enorme inoperância administrativa.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, responsável pela atenção básica, não executa a sua função e, conseqüentemente, a rede de postos de saúde não apresenta a resolutividade necessária. Além disso, o atual prefeito não acredita no Programa de Saúde da Família, o que faz com que tenhamos uma cobertura ridícula (menos de 8%). Desta forma podemos entender porque existem tantas pessoas na porta dos hospitais de emergência.
Precisamos que a saúde municipal se articule melhor com a estadual e com o Ministério da Saúde, e que as três instâncias de Poder possam articuladamente enfrentar os gravíssimos problemas que estão diagnosticados no início deste artigo. Além disso, é preciso dar um choque de gestão na administração municipal, tanto na saúde como na educação, no meio ambiente ou na ordem urbana. É urgente que se acabe com a política de "capitanias hereditárias” que se instalou na administração municipal do Rio.
Não tenho dúvidas de que nossos funcionários municipais são os melhores na administração pública do estado. Com isso, não precisaríamos ter os principais cargos comissionados de comando da máquina administrativa ocupados por indicações políticas, mas sim por mérito de servidores públicos que saberão utilizar as mais modernas ferramentas administrativas, tanto na saúde como em outras áreas. Não precisamos de tantos filhos substituindo seus pais.
Tenho esperanças de que dias melhores estão por chegar para o nosso município. Chega de perder a batalha para o mosquito!
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