Carioca, nascido em 1949 no bairro de São Cristóvão, casado com a médica Maria de Fátima Pinheiro, dois filhos e dois netos, o médico-pediatra Paulo Pinheiro formou-se após cursar seis anos na Faculdade de Ciências Médicas da UEG (atual UERJ). Concluiu a pós-graduação em Pediatria da PUC na Policlínica de Botafogo, com o Professor Álvaro Aguiar, e tem os títulos de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria e de Administração Hospitalar pela UERJ. (Continua)

29 de abr. de 2008

PORTUGUESES E LUSO-DESCENDENTES VOTAM NO CONSULADO

Neste domingo (27/07), as instalações do Consulado de Portugal no RJ foram tomadas por centenas de portugueses e luso-descendentes que foram exercer o direito cívico do voto. A eleição visava escolher os representantes para o Conselho das Comunidades Portuguesas, que têm como função levar ao governo português as necessidades das comunidades que se encontram fora do país. O conselho foi criado pelo governo português para representar os interesses de todos os emigrantes.
Três chapas participaram da acirrada eleição: "A", "E" e "G", que apresentaram várias plataformas eleitorais.
Eu e o meu pai, Sr. Diamantino, de 84 anos, estivemos presentes e exercemos nosso direito constitucional. Até enfrentamos uma longa fila para votar.
A chapa "E" foi a vencedora do pleito. Parabéns ao Angelo Horto e seus companheiros de chapa.

Sr. Diamantino e eu na votação

QUAL É O QUADRO DA DENGUE HOJE?

Analisando os dados divulgados nesta segunda-feira (28/04) pelas autoridades de saúde, podemos notar que o número de casos notificados subiu para 64.651. Dos 155 bairros que constituem a cidade, 145 (94%) já apresentam taxa epidêmica. O número de mortos chegou a 58. No estado já são mais de 110.000 casos com 95 óbitos. O número de internações está caindo, mas as estatísticas estão muito atrasadas.

O especialista cubano que está no Brasil disse que é preciso educar a população na escola, melhorar o saneamento e o abastecimento de água. Eric Martins vai visitar os hospitais municipais. Gostaria que ele visitasse os postos de saúde!
*tirinha publicada no jornal A Tribuna (Vitória, ES)

28 de abr. de 2008

Aproveito para publicar aqui no blog um artigo que escrevi para o jornal "Portugal em Foco", que será publicado na próxima quinta feira, dia 01/05.



UM RIO SEM SAÚDE: ATÉ QUANDO?

E no Rio de Janeiro...

Hospitais têm recorde de jovens baleados.
Em 2008 vivemos a maior epidemia de dengue da nossa história.
Campeão brasileiro de tuberculose.
Líder nacional de mortalidade materna.
Altas taxas de hanseníase.
Elevadíssima incidência de gravidez na adolescência.
A capital com a menor cobertura do programa de saúde da família.

Estas são algumas das manchetes que freqüentam os noticiários dos jornais, rádios e televisões da cidade, em pleno século XXI. Entretanto, somos surpreendidos com um outro conjunto de informações oficiais: ao mesmo tempo encontramos aqui o maior número de hospitais públicos do Brasil, bem como o maior número de instituições públicas de ensino e pesquisa em saúde. No Rio de Janeiro trabalham hoje mais de 70.000 médicos. No Rio de Janeiro, 49 % dos seis milhões de habitantes são usuários de planos ou seguros de saúde suplementar.
Quais as explicações para discrepâncias tão grandes em relação à saúde na capital cultural do Brasil? Como mudar este quadro?
O que enfrentamos hoje no RJ é um gravíssimo problema de gestão na área de saúde. As três esferas de governo não se entendem, insistem em infrutíferas retaliações e cada uma delas acaba por não cumprir o seu papel. O resultado é este que estamos assistindo na atual epidemia de dengue: uma enorme inoperância administrativa.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, responsável pela atenção básica, não executa a sua função e, conseqüentemente, a rede de postos de saúde não apresenta a resolutividade necessária. Além disso, o atual prefeito não acredita no Programa de Saúde da Família, o que faz com que tenhamos uma cobertura ridícula (menos de 8%). Desta forma podemos entender porque existem tantas pessoas na porta dos hospitais de emergência.
Precisamos que a saúde municipal se articule melhor com a estadual e com o Ministério da Saúde, e que as três instâncias de Poder possam articuladamente enfrentar os gravíssimos problemas que estão diagnosticados no início deste artigo. Além disso, é preciso dar um choque de gestão na administração municipal, tanto na saúde como na educação, no meio ambiente ou na ordem urbana. É urgente que se acabe com a política de "capitanias hereditárias” que se instalou na administração municipal do Rio.
Não tenho dúvidas de que nossos funcionários municipais são os melhores na administração pública do estado. Com isso, não precisaríamos ter os principais cargos comissionados de comando da máquina administrativa ocupados por indicações políticas, mas sim por mérito de servidores públicos que saberão utilizar as mais modernas ferramentas administrativas, tanto na saúde como em outras áreas. Não precisamos de tantos filhos substituindo seus pais.
Tenho esperanças de que dias melhores estão por chegar para o nosso município. Chega de perder a batalha para o mosquito!

27 de abr. de 2008

Já não se fazem mais professores como antigamente...

Uma pesquisa inédita encomendada pela FESP coloca em xeque a formação dos professores que ingressam na rede estadual do Rio de Janeiro. Com base no concurso de 2005, o estudo detectou que 52% dos docentes foram reprovados, ou seja, tiveram média abaixo de 5 numa escala de 0 a 10.

Dados do último Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) divulgados este mês são outra evidência da baixa qualidade do ensino na rede estadual. Na cidade do Rio de Janeiro, das cem escolas com notas mais altas na prova havia apenas uma do estado, o Colégio de Aplicação da UERJ. Na ponta de baixo, entre as cem piores, 99 são estaduais.

Entre os professores mais bem classificados na prova, um deles falou sobre a sua rotina de trabalho. Para poder se sustentar, trabalha com duas matrículas na rede pública e mais duas na rede privada. O salário inicial nas matrículas públicas é de aproximadamente R$ 600,00.

Os especialistas em educação avaliam que estes resultados demonstram a baixa qualidade do ensino médio e fundamental no nosso país. A Educação, assim como a Saúde, passa por um estado de negligência que dura muitos anos, e pelo visto não tem previsão de acabar.

Já não se fazem mais médicos como antigamente...

Alunos de cem faculdades de medicina de todo o país participaram no ano passado de uma de uma avaliação organizada pelo Ministério da Educação, com o nome de Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE/2007). Os resuldados foram divulgados agora pelo MEC, e mostram resultados no mínímo preocupantes. Trinta cursos obtiveram notas baixas e deverão ser submetidos a processo de supervisão, com riscos de cortes de vagas no próximo vestibular. Entre as medidas que deverão ser propostas pelo MEC a estas faculdades estão: a mudança de currículos, a contratação de professores e a redução de vags em vestibulares futuros.

Alguns problemas que ensino médico apresenta são alarmantes, como por exemplo diminuição no número de formados que desejam fazer especialização em pediatria e clínica médica - são as especialidades que não rendem lucros imediatos. Médico de família, então, nem pensar! As faculdades estão "preparando" cada vez mais especialistas". Daqui a pouco, teremos tantos anestesistas, tantos hemodinamissístas, tantos intensivistas que não caberão nas nossas cidades.

As mulheres de Mato Grosso devem ser processadas?

Na noite da última sexta-feira (25/04/08), participei do programa Espaço Público da TV-BRASIL, comandado pela jornalista Lúcia Leme, que colocou em discussão a proposta de um promotor de Campo Grande (MS) de processar 9896 mulheres que teriam se submetido a abortos em uma clínica da cidade. O programa teve ainda a participação do jornalista Milton Coelho da Graça e de uma advogada da OAB/RJ, Dra Maíra.


Deixei claro o meu total repúdio a esta medida, completamente estapafúrdia, proposta para a situação. Durante a minha participação no programa, deixei claro que o Estado precisa se preocupar muito mais em propor uma política pública viável no campo do planejamento familiar, com ênfase às políticas educacionais e cumprindo com a sua parte na oferta de condições técnicas que propiciem às mulheres que desejarem boas condições de prevenção à gravidez indesejada.

Este é um problema de saúde pública e não de polícia. O Poder Público de Mato Grosso deveria priorizar o uso dos neurônios e não dos músculos no encaminhamento deste caso.

25 de abr. de 2008

O Orçamento e a Saúde - Parte II

O Governo Federal diz que nao tem como colocar mais dinheiro na saúde. Mas após contingenciar 6% dos recursos que seriam aplicados no setor, o governo agora reune a sua base de sustentação na Câmara dos Deputados para tentar impedir a aprovação da Emenda Constitucional 29, que daria um reforço de 5 bilhões para o Minstério da Saúde. Gostaria de lembrar que tal emenda é uma bandeira de todas os profissionais da saude, inclusive dos petistas). Que metamorfose!

24 de abr. de 2008

Estatísticas atrasadas

Com um certo atraso, as estatísticas oficiais começam a desmonstrar agora o verdadeiro tamanho da epidemia da dengue no RJ. Os dados liberados nesta quinta feira mostram que o número de casos na Capital chegou a 60.420 e taxa é de 1031 casos/100.000 habitantes.
Hoje contabilizamos a infeliz marca de 56 óbitos na Capital do Estado e 93 no Rio de Janeiro. Volto a perguntar: Quais as medidas de planejamento que estão sendo preparadas para evitar uma nova epidemia em 2009?

O Catamarã quase foi a pique!

Todos (menos as autoridades da secretaria estadual de transportes) sabemos que os transportes efetuados pelas empresas que dominam a ligação hidroviária Rio/Niteroi-Niteroi/Rio estão cada dia piores. Inúmeras fiscalizações, inspeções e visitas foram feitas nos últimos meses. Mas resultado prático foi zero. Nesta quinta-feira, após enfrentar ondas de três metros, um catamarã foi invadido pela água e o pânico foi geral, a começar pela tripulação. Faltou organização e até mesmo coletes salva-vidas. Cadê as autoridades? E as providências tomadas? E os culpados ?

23 de abr. de 2008

As mortes em decorrência da dengue desmentem o Prefeito

Em 2008, a mortalidade já e maior do que em 2002. Agora ficou claro que o Aedes não respeita as ordens do prefeito do Rio de Janeiro. Apesar de Cesar Maia afirmar que não havia epidemia de dengue na cidade, os últimos números são claros: com 92 óbitos no Estado e 55 na capital estamos diante da pior epidemia de dengue já vivida pelos cariocas. Até ontem, eram 110.783 casos em todo o Estado, dos quais 59.094 são da Capital. A taxa epidêmica da cidade era de 1007 casos para cada 100.000 habitantes (muito acima do limite de 300 casos por 100.000 habitantes previstos pelo M.S). Dos 155 bairros da cidade, 137 apresentavam taxas epidêmicas (só 18 ainda apresentavam taxas inferiores). Curicica, Taquara e Campo Grande são os três bairros com maior número de casos. Então, fica a seguinte pergunta: O que estão fazendo as autoridades para que, no próximo verão, não ocorra uma nova epidemia?

O Orçamento e a Saude

GOVERNO FEDERAL FAZ DO ORÇAMENTO DE 2008 UMA PEÇA DE FICÇÃO CIENTÍFICA
Depois de muita luta, o Congresso Nacional aprovou com algumas emendas o orçamento de 2008 enviado pelo poder executivo. Na semana passada, o governo federal já havia feito novas projeções sobre o orçamento, elevando as despesas em R$ 16.9 bilhões e as receitas em R$ 3.3 bi.

Nesta quarta-feira (23/04), o governo federal resolveu mexer novamente no orçamento: o executivo resolveu contingenciar (cortar) R$ 19.4 bilhões do orçamento 2008, e deste valor, o setor que mais será prejudicado será a Saúde.

Desse jeito, teremos daqui para a frente um executivo que governará o país através de medidas provisórias e fazendo do orçamento uma peça de ficção científica.


PARECE QUE O GOVERNO NÃO QUER GASTAR MUITO COM A SAÚDE
Primeiro o governo alegava que a saúde seria prejudicada pelo fim da CPMF. Depois, o executivo cortou parte do orçamento aprovado pelo legislativo para a saude: eram R$ 43.250 bi que foram reduzidos para R$ 40.656 bi . São R$ 2.594 bi contingenciados do setor saúde.

Este é o mesmo governo que está reunindo a sua base de sustentação na Camara dos Deputados para tentar impedir a aprovação da Emenda Constitucional 29 (E.C-29) que já havia sido aprovada pelo Senado. Se esta E.C. fosse aprovada pela câmara, o Ministério da Saúde receberia mais R$ 5 bilhões de dotação orçamentária este ano.

Parece estraho que, para este governo, dinheiro para a saude somente serve se vier da CPMF.

22 de abr. de 2008

Cuca finalmente é campeão com méritos

Mostrando que é hoje um dos melhores técnicos de futebol do Brasil, Cuca levou o Botafogo ao título de campeão da Copa Rio, ao vencer o Fluminense por 1 x 0 no Maracanã. Agora, o Botafogo com alguns desfalques enfrentará o Flamengo em dois jogos que decidirão quem é o melhor do Rio. Em São Paulo, Wanderley Luxemburgo também mostrou porque é considerado outro grande treinador do futebol brasileiro. Levou o quase desmoralizado Palmeiras à final do campeonato paulista, vencendo o outrora imbatível São Paulo por 2 x 0. Agora, Palmeiras e Ponte Preta decidem o título paulista em dois jogos.