Carioca, nascido em 1949 no bairro de São Cristóvão, casado com a médica Maria de Fátima Pinheiro, dois filhos e dois netos, o médico-pediatra Paulo Pinheiro formou-se após cursar seis anos na Faculdade de Ciências Médicas da UEG (atual UERJ). Concluiu a pós-graduação em Pediatria da PUC na Policlínica de Botafogo, com o Professor Álvaro Aguiar, e tem os títulos de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria e de Administração Hospitalar pela UERJ. (Continua)

18 de mai. de 2008

A Beneficência continuará Portuguesa

Há algumas semanas, na coluna "A nossa saúde" do jornal PORTUGAL EM FOCO, escrevi sobre um infeliz decreto do governo do estado que propunha a desapropriação de todas as instalações da Beneficência Portuguesa na rua Santo Amaro, na Glória. Naquela oportunidade, lembrei da completa surpresa que se apoderou de todos nós, visto que se tratava de uma inominável violência sobre uma instituição de caráter filantrópico, que nunca criou problema ao governo estadual. Além disso, também propus uma ampla mobilização da comunidade luso-descendente, no sentido de reverter este triste quadro.

Levamos a questão à Assembléia Legislativa, através do Deputado Comte Bittencourt, líder do PPS e presidente da comissão de Educação. Solicitamos que ele contatasse a Secretaria Estadual de Saúde para marcar uma audiência com o secretário e convidá-lo a participar de uma audiência pública sobre o assunto na ALERJ. Através da liderança do PPS, fizemos vários contatos e muita pressão contra a desapropriação. Também a direção da Beneficência Portuguesa se movimentou e conseguiu uma liminar que suspendia temporariamente o decreto. Outros membros da comunidade também se organizaram com o intuito de mostrar a insatisfação com o ocorrido.

Parece que toda esse mobilização deu resultados em curto prazo. Assim, no dia 07/05/08, através do Decreto 41291, o governo do estado reconheceu o absurdo do decreto anterior e suspendeu a desapropriação. Portanto, a pressão foi muito importante na decisão do governo, o que demonstra a necessidade de nos mantermos alerta em relação ao desenrolar da questão. Mas por enquanto, podemos comemorar o fato de que, com a nossa luta, a Beneficência continuará Portuguesa.

16 de mai. de 2008

Dengue bate novo recorde

Dados disponibilizados pela Secretaria Estadual de Saúde nos últimos dias mostram que a epidemia de 2008 já ultrapassou em 20% o número de pessoas que morreram na epidemia de 2002 em todo o estado. São 109 óbitos contra 91. O número de casos ultrapassou 143.000, sendo o Rio de Janeiro, com mais de 80.000 casos, o primeiro colocado em nosso estado.
Como a maior parte da mídia já esqueceu o assunto, é importante lembrar que todo o trabalho de combate ao mosquito da dengue e de atendimento aos infectados se mostraram completamente ineficientes aqui no RJ. Alguns fatos graves marcaram essa epidemia: Primeiro, a não divulgação pelo Governo Municipal, do índice de infestação dos bairros, ferramenta primordial para que cada cidadão soubesse como está sua região. Outro fato gravíssimo foi a constante negativa do prefeito da cidade em relação à epidemia: Ele negou esta realidade por todo o verão. O atendimento oferecido a população, por sua vez, foi catastrófico. Por isso, precisamos cobrar das autoridades outras providências, para que não sejamos surpreendidos no próximo verão por outro recorde negativo como este.

Nos próximos dias, traremos mais detalhes sobre a questão da dengue, após o evento "O aprendizado político da dengue no Rio de Janeiro", onde participarei de uma mesa redonda organizada pelo Observatório de Conjuntura da ENSP / Fiocruz.

Visita ao Hospital Colônia de Curupaiti

Após vários pedidos por telefone e perguntas para o programa "Médico de Plantão", visitamos na última semana o Hospital Colônia de Curupaiti, onde moram 490 ex-hansenianos com suas famílias.

A Colônia hoje tem o nome de INSTITUTO ESTADUAL DE DERMATOLOGIA SANITÁRIA. Possui 50 leitos em péssimo estado de conservação e apenas seis pacientes estavam internados, principalmente devido às pessimas condições de manutenção do hospital.

Os moradores da colônia atravessam enormes dificuldades devido à falta de manutenção e ao descaso geral em relação ao local, o que inclui até problemas de segurança. Eles recebem do Estado uma bolsa de 260 reais por mês, sob a denominação de "folha de albergados". O Governo Federal concedeu, neste ano, bolsas no valor de 760 reais por mês. Apesar disso, até a nossa visita, apenas 20 dos 490 já haviam recebido a nova bolsa.

O atual Secretário de Saúde visitou o Instituto no início do ano - chegando de helicóptero -, juntamente com toda a imprensa e com o cantor Ney Matogrosso, que é um defensor da causa dos hansenianos. Lamentavelmente, depois disso, o secretário não voltou mais ao local, nem de helicóptero, nem qualquer outro meio de trasporte. E os recursos necessários também não.

Médico de Plantão no Quintal da Globo

Entre as atividades mais gratificantes que tenho exercido nos últimos doze meses, está a participação no quadro "Médico de Plantão no Quintal da Gobo", que vai ao ar todos os domingos e terças-feiras, a partir das 20:00.

Atrevés de telefonemas, ou via e-mail, os cidadãos tiram suas dúvidas sobre seus problemas de saúde, dos mais simples, até os "irrespondíveis". É impressionante a força do rádio no Brasil inteiro. São mensagens que chegam tanto das grandes capitais, quanto do interior da Bahia ou de Goiás.

O intuito do programa não é conseguir vagas para internações, nem conseguir médicos para as pessoas, mas sim tentar orientar a respeito das soluções mais viáveis para diversos problemas de saúde.

Portanto, caso você também tenha alguma dúvida, mande um e-mail clicando em"contato" na parte superior do blog.


ao vivo, respondendo as perguntas dos ouvintes

Hospitais universitários e estaduais do RJ em crise

Mais uma vez se exterioriza a grave crise finaceira e de gestão que continua minando a saúde no RJ. Não é à toa que a população carioca classifica em todas as pesquisas de opinião a saúde como a sua principal preocupação.
A direção do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Fundão) acaba de suspender atendimentos, cirurgias e fechar leitos devido a uma gravíssima crise financeira. Este hospital é co-financiado pelos Ministérios da Saúde e Educação. E não é o único HU com problemas: o H.U. Antônio Pedro da UFF, apresenta os mesmos problemas. O H.U. Pedro Ernesto da UERJ, por sua vez, também vai muito mal. O motivo é o mesmo: graves problemas financeiros. Enfim, alguma coisa precisa ser feita para ajudar os hospitais que deveriam ensinar os alunos a serem bons profissionais de saúde.
O outro problema grave na área de saúde refere-se ao Hospital Estadual João Batista Cáfaro, em Itaboraí, onde seis idosos morreram em circunstâncias ainda não esclarecidas. Já sabíamos que a gestão na área estadual não havia melhorado quase nada em relação ao "des-governo" Rosinha. Entretanto, óbitos em série ainda não tinham acontecido.
Esperamos que as comissões de saúde das nossas casas legislativas acionem o Ministério Público, para que outras providências sejam tomadas em defesa da cidadão fluminense. É preciso também, que os Ministérios da Saúde, Educacão e Secretaria Estadual de Saúde parem um pouco de trabalhar para a mídia e exerçam as suas reais funções.

13 de mai. de 2008

Dia de N. S. de Fátima

No dia 13 de maio comemora-se o dia de Nossa Senhora de Fátima, santa muito querida da Comunidade Portuguesa.





Muitos devotos visitaram hoje sua igreja na Rua do Riachuelo. Na foto, durante a missa das 12:00, vemos a grande quantidade de pessoas que puderam também conferir a re-inauguração do nicho onde fica a imagem peregrina da Santa.

12 de mai. de 2008

Destaque no Site da ENSP

Núcleos de Apoio à Saúde da Família darão suporte a equipes do PSF

“Os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf) não serão uma porta de entrada para o sistema de saúde”, afirmou Nulvio Lermen Junior, coordenador de gestão da atenção básica do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Atenção à Saúde (DAB/SAS/MS) na palestra ‘Nasf e teias: quais os desafios na gestão do cuidado?’. Nulvio falou sobre formação, estrutura, responsabilidades e objetivos dos Núcleos que serão estabelecidos em todo o país para dar suporte a profissionais das equipes de saúde da família.

A pesquisadora do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde (Daps/ENSP/Fiocruz) Lígia Giovanella coordenou a mesa e Paulo Pinheiro, da Escola de Governo em Saúde da ENSP, o debatedor convidado. Lígia Giovanella abriu a mesa explicando as concepções abrangentes da atenção primária, que compreendem questões teóricas, ideológicas e práticas. “A discussão sobre os desafios da gestão do cuidado nos remete à problemática da integração da rede assistencial. Os dois principais desafios hoje são: a integração da atenção primária da rede assistencial e a articulação intersetorial, estando a integração como condição para a garantia de atenção integral e a intersetorialidade como condição para o enfrentamento dos determinantes sociais”, analisou Lígia.

“Ampliar a abrangência e o foco da atenção básica na busca pela melhoria da resolubilidade, integralidade e planejamento de ações das equipes de saúde da família. O objetivo principal é apoiar a inserção da estratégia de saúde da família na rede de serviços e no processo de territorialização e regionalização, a partir da atenção básica”, afirmou Nulvio Lermen. Os Nasf, criados no início de 2008, vão trabalhar focados em áreas estratégicas. Dentre elas, estão: alimentação e nutrição, serviço social, saúde mental da criança, da mulher e do idoso. Além de médicos e enfermeiros, cada núcleo trabalhará com profissionais de diferentes áreas de conhecimento, como professores de educação física, fisioterapeuta, médico homeopata, psiquiatra, terapeuta ocupacional e outros.

De acordo com Nulvio, já é grande o interesse dos estados pela implantação dos Núcleos. “Ao todo, 174 Nasf já foram credenciados até o mês de abril, e pretendemos chegar a 300 Nasf até o final de 2008. Nossa expectativa é que, em 2011, 1.500 Núcleos sejam implementados em todo o país”, detalhou Lermen. Para todos os participantes da mesa é unânime a necessidade de organizar os municípios, a fim de que eles possam atuar de forma articulada. “Se o Nasf vai funcionar? Só saberemos isso quando eles começarem a ser implantados”, admitiu o palestrante.

“As teias - Redes de Atenção à Saúde lideradas pela Atenção Primária em Saúde – são as principais responsáveis pela articulação dos projetos e ações existentes. Elas visam, entre outras ações, a valorização política e social da atenção primária, a gestão descentralizada, a formação e educação permanente dos profissionais de saúde”, apontou o palestrante. Nulvio afirmou ainda que, para alcançar os objetivos de ampliação da atenção básica no país, é preciso fortalecer o papel de porta de entrada na atenção primária. Com essa finalidade, as redes de serviços de saúde devem elaborar ações de acordo com as necessidades particulares de cada população.

Para o debatedor da mesa, Paulo Pinheiro, o grande desafio é fazer com que os belos projetos se realizem na prática. “Não adianta apenas criarmos novos serviços; é preciso articular os serviços já existentes no governo”, afirmou. Segundo Pinheiro, a estrutura do SUS propicia a pactuação das ações. “O que precisamos fazer é unir forças e pensar em um modo de encaixar as teias dentro das políticas já existentes, para que os bons projetos não sejam usados de forma errônea. Além disso, temos que lutar para que as autoridades cumpram o que foi proposto”.

Link para a matéria no site ENSP, com mais fotos do evento e áudio das palestras aqui

9 de mai. de 2008

Voltemos aos tempos dos Beatles!

Para aqueles que enlouqueceram durante os anos de fama dos ídolos de Liverpool, bem como os que ainda não eram nascidos na época, mas aprenderam a gostar por influência dos pais, uma excelente oportunidade para recordar os grandes sucessos dos Beatles: está em cartaz no Rio de Janeiro, no Teatro do Leblon , o belíssimo espetáculo "Beatles num céu de diamantes".

O musical, que reúne mais de 50 canções eternizadas pelo quarteto britânico, arranca risos e lágrimas da platéia, que acompanha emocionada as músicas interpretadas pelo grupo de onze atores-cantores, acompanhados ainda por percussão, violoncelo e piano.

O espetáculo fica em cartaz até o final de junho. Nao deixem de assistir!

Tese de Temporão chega aos estádios

A luta do Ministro José Gomes Temporão pela diminuição do uso de bebidas alcoólicas, com o intuito de diminuir a violência urbana, ganhou importante adepto: A CBF Baixou determinação que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol, durante o campeonato brasileiro de 2008.
Será que agora as mães dos juízes serão poupadas?

Uma análise da epidemia de dengue

Direto do portal da ENSP:


Encontro de Conjuntura e Saúde discute a dengue e os 20 anos da Reforma Sanitária

Minha Luta pela Saúde Pública

Seguindo o longo e interminável roteiro de divulgação e defesa da saúde pública, tenho participado de diversas palestras e seminários. Abaixo, seguem os comentários a respeito de cada uma das atividades. O mais importante é reconhecer que muitas pessoas ainda mantém o espírito coletivo em suas vidas.




Na Barra da Tijuca, as mulheres se preocupam com a saúde



No último dia 15, participei como convidado de um excelente evento coordenado pela Organização Cultural Ágora . Como acontece mensalmente, duas dezenas de mulheres da Barra da Tijuca se reunem para discutir temas de interesse coletivo com um palestrante. Na ocasião, discutimos os principais desafios dos nossos sistemas de saúde, tanto o público, quanto o suplementar. Também foi discutida a prevenção e o tratamento de doenças crônicas e dos tumores malignos, alem dos determinantes sociais que afetam a nossa qualidade de vida. Muitas perguntas, preocupações e várias propostas para ajudar a reduzir a descrença e a desesperança.



Paulo Pinheiro e suas "alunas"do Instituto Ágora

Na ENSP, os duros caminhos da prevenção

Na quinta-feira, dia 8/5, por convite da Prof Maria Alice, responsável pela residência em Saúde da Família, participei de uma excelente reunião sobre as estratégias para a atenção primária em saúde.

Um relato apaixonado

Hoje publico aqui no blog o relato de um amigo, o Otávio Bruno, que conta sua relação de amor com o futebol de botão.



Eu e o Futebol de Botão


Comecei a jogar botão em 1970, com dez anos de idade, embalado pela conquista do tri no México. Engraçado, que até a bola rolar na Copa do Mundo de 1970, eu pouco me lixava para o futebol, fosse de campo, salão ou mesa. Foi aquela geração de Pelé, Gerson e Tostão que me abriu os olhos para o futebol...

Como eu era um grande perna-de-pau, tinha que me vingar em alguma modalidadade esportiva... e a vingança veio à cavalo, com disco, dadinho, paleta, mesa e tudo o mais. Fui hexa-campeão da Rua Senador Simonsen. Depois, me mudei para Teresópolis, onde por falta de praticantes, caí no "ostracismo botonítico". Voltei ao RJ para fazer pré-vestibular em 1979, quando conheci um pessoal no cursinho que gostava de jogar botão. No começo só tomava goleadas, pois estava sem ritmo de jogo. Depois, acertei a mão e ganhei tudo o que podia. Durante a faculdade, esta turma foi se desfazendo (casamentos, mudanças,etc) e eu fiquei uns dez anos sem jogar... voltei em 2004, sofri várias derrotas, pois o diâmetro, as regras, enfim, tudo era diferente, e tive que recomeçar do zero. Quando eu achava que ia conquistar alguma coisa, vinha a "asa negra"e me via eliminado. Parei de novo até 2007, e aí, inexplicavelmente para mim, voltei com a mão calibrada, e tive algumas conquistas. Atualmente, jogo todos os Domingos na Praça do Jóquei, onde além dos adversários, enfrento sol e chuva (sim, já joguei botão ao ar livre na chuva!), e tenho conseguido honrosas classificações: 2 títulos; 2 vice-campeonatos, um terceiro lugar e dois quarto lugares, além de três eliminações na primeira fase, mas isto eu quero esquecer...

Se quiserem saber de mais novidades, procurem minha comunidade do Orkut "Eu Jogo Botão na Praça".


Um abraço e até lá.


Otavio Bruno